Aláfia é aquele tipo de som que te pega desprevenido e de
repente sua natureza morta se vê dançando dentro de você e você não entende
nada.
Um tempero que mistura, além de diversas regionalidades,
várias musicalidades. Soul, reggae, hip-hop, música de terreiro. Tudo isso é
Aláfia. Tudo isso é essa “coberta de retalhos”, com cheiro de urbanidade que te
chama pra entrar na dança.
O grupo tem fortes influências africanas. Isso é visível a
qualquer ouvido. No entanto, a personalidade embutida na voz de Eduardo Brechó,
Xênia França e Jairo Pereira, somada a sonoridade dos demais músicos, revela,
acima de tudo, um fruto original e puro.
Após dois anos de nascimento do seu primeiro filho de nome homogêneo,
Aláfia apresenta agora em 2015, ao faminto público brasileiro, mais um fruto do
seu trabalho – “Corpura”.
O disco traz ainda mais vibrante essa africanidade enraizada
nas veias da Aláfia. Embora, mantenha presente e viva a mesma originalidade do álbum
anterior. É possível perceber ainda que o grupo subiu mais alguns degraus no
quesito evolução. E conseguiu lapidar ainda mais a sua já tão redonda
musicalidade.
O nome, de origem ioruba, por si só já é um convite em
letras garrafais para despertar a curiosidade e te fazer levantar pra ouvir
mais a esse respeito. Ao tomar mais um gole de conhecimento, você sai
rodopiando e cantarolando coisas sem nexo.
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IDEALIZADORPROJETO
Escritor, poeta, letrista e sedento por vida. Esse é João Nunes, idealizador do projeto Maloca Cultural







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